domingo, 23 de agosto de 2009

MARINA E O CRIACIONISMO

Nas últimas semanas que passaram o assunto da mídia local e no país, foi a saída da senadora Marina silva do PT, e navegando na net, me deparei com um texto do Paulo Moreira Leite que é um dos diretores da revista ÉPOCA, que trata do posicionamento da Senadora Marina a respeito do criacionismo e resolvi posta-lo no blog.
Como todos sabem o meu blog contesta o fundamentalismo religioso e busca fomentar debates a respeito das religiões e suas causas na sociedade.
A entrevista da Senadora é mais um dos seus posicionamentos que mostra coerência, tranqüilidade, espírito de coletivismo, sabedoria e tolerância em conviver com as diferenças.
Me sinto privilegiado e orgulhoso ser do Estado de umas das pessoas mais brilhantes do nosso país e do mundo. Sou fã de carteirinha e tudo.

MARINA E O CRIACIONISMO
autor: Paulo Moreira Leite (http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/

Em entrevista a Marta Salomon, na Folha de hoje, Marina Silva responde a uma questão sobre criacionismo — aquela corrente de pensamento cristã que nega a evolução das espécies e assume os textos bíblicos sobre a origem do homem e das espécies como verdades literais.
FOLHA - Antes de mudar de partido, a sra. mudou de religião, de católica para evangélica. No ano passado, equiparou a teoria da evolução de Charles Darwin ao criacionismo, que atribui a origem da vida a Deus. Entre fé e ciência, a sra. fica com a fé?MARINA SILVA - Houve um completo mal-entendido. Fui dar palestra em uma universidade adventista, que é uma faculdade confessional. A legislação brasileira permite as escolas e as faculdades confessionais, que têm o direito de fazer a abordagem do ensino a partir da perspectiva religiosa.Um jovem me perguntou o que eu achava de as escolas adventistas ensinarem o criacionismo. Respondi que, desde que ensine também a teoria da evolução, não vejo problema. A partir daí, as pessoas começaram a dizer que eu estava defendendo o criacionismo. Sou professora, nunca defendi essa tese e nem me considero criacionista. Porque o criacionismo é uma tentativa de explicação como se fosse científica para responder a questão da criação em oposição ao evolucionismo. Apenas acredito em Deus, é uma questão de fé. Nunca tive dificuldade em respeitar e me relacionar com os ateus, com pessoas que professam outras crenças ou outra forma de pensar diferente da minha.O debate sobre criacionismo reside aí. Determinadas escolas religiosas querem lhe dar a condição de categoria científica, permitindo que seja ensinado em pé de igualdade com as teorias evolucionistas, desenvolvidas por Charles Darwin, e que são uma das bases do conhecimento moderno. O movimento criacionista não quer excluir o evolucionismo das escolas. Quer que as idéias religiosas passem a ser admitidas como uma visão alternativa e legítima do pensamento científico — e é isso o que se discute.

3 comentários:

Geremias Valle disse...

olá
gostei do seu blog
atualmente sou estudante de direito, sou mestre em teologia, e sou criacionista, pois há um peso de evidência verdadeiramente assombroso a favor do design inteligente, pena que as escolas e universidades ainda sejam "dogmáticas" só assim para defender o irracional evolucionismo.

Valden Rocha disse...

Obrigado pelo comentário Geremias

Idelmar Júnior disse...

Meu Chefe, Terminei de ler o livro que me emprestastes...

Ter a fé atacada como o filósofo Sam Harris faz é no mínimo algo inevitavelmente doloroso, porém apesar de ter minha posição é sempre bom analisar as possibilidades e rever conceitos. Embora vá de encontro ao que defendo, o livro foi uma forma muito saudável de enxergar os dogmas e ilusões das religiões cuminando na segregação da humanidade tão lindamente abordada por Harris.
Carta a Uma Nação Cristã é um livro que estimula a expansão do raciocínio, mas não pode ser usado como base para anular a capacidade de ter fé em algo.
Talvez pelo fato de Harris se demontrar um tanto fundamentalista o que leva seu discurso a cair no descrédito por sua forma tão odiosa de refutar as teorias bíblicas.
Mas como um todo o livro foi muito bom pra mim, muito obrigado pela oportunidade que me proporcionastes.